O mercado de redes privativas para operações industriais na América Latina vive um momento de expansão, impulsionado pela digitalização de setores estratégicos como mineração, utilities e portos. O avanço ocorre com novos projetos em diferentes países, embora ainda de forma desigual em termos de maturidade tecnológica e adoção.
No Peru, iniciativas recentes marcam a entrada do país em uma nova fase de conectividade industrial. Projetos implementados para a Minera Chinalco Perú e no Porto de Chancay representam alguns dos primeiros casos operacionais de redes privadas 5G no país. A tendência é de expansão para outros setores, como energia, manufatura, agroindústria e cidades inteligentes.
No Brasil, a digitalização avança com projetos voltados principalmente ao setor elétrico e à infraestrutura logística. A Copel recebeu reconhecimento por um projeto de rede privativa LTE que conecta ativos de campo, como subestações e medidores inteligentes, aos centros de operação, ampliando a eficiência e a visibilidade das operações.
Outro destaque é a Neoenergia, que desenvolve uma arquitetura de conectividade baseada em múltiplas camadas, combinando redes privativas, públicas e satelitais. O projeto, iniciado em 2024 em Brasília, já conta com estações em fase final de implantação e prevê expansão até 2028, com o objetivo de digitalizar a maior parte das redes de média e alta tensão até 2030.
No campo da Internet das Coisas, a 2Neuron implementou soluções de manutenção preditiva em operações da BRK Ambiental, com foco em aumentar a confiabilidade dos ativos e reduzir riscos operacionais. A tecnologia também é aplicada pela Sabesp, com sensores que permitem monitoramento contínuo de equipamentos críticos.
Brasil lidera adoção, enquanto outros países avançam em ritmos distintos
O Brasil se consolida como o mercado mais avançado da região, com redes privativas já em operação em grandes grupos industriais como Vale, Petrobras e Gerdau. O ambiente regulatório, que permite o uso de espectro dedicado para aplicações industriais, tem sido um fator determinante para esse avanço.
No Chile, a mineração segue como principal vetor de crescimento. Empresas como Codelco, BHP e Antofagasta Minerals ampliam o uso dessas redes para automação de processos, operação de veículos autônomos e monitoramento em tempo real.
O Peru avança de forma semelhante, porém ainda em estágio inicial, com projetos que evoluem de soluções híbridas para redes mais robustas. No México, o crescimento é gradual e impulsionado pela indústria manufatureira, especialmente em cadeias produtivas integradas aos Estados Unidos, embora ainda dependa de avanços regulatórios.
Colômbia e Argentina apresentam movimentos mais pontuais. No primeiro caso, há iniciativas iniciais em portos, energia e mineração. No segundo, os avanços se concentram no setor de óleo e gás, condicionados ao cenário econômico.
Tecnologia e modelos de negócio impulsionam expansão
Do ponto de vista tecnológico, a maior parte das implementações ainda se baseia em redes LTE privadas ou modelos híbridos que combinam Wi-Fi e satélite. O 5G privado avança gradualmente, sobretudo em aplicações mais complexas, como automação avançada e operações autônomas.
Outro movimento relevante é a adoção do modelo de rede como serviço, no qual a gestão da infraestrutura é terceirizada. Esse formato reduz a necessidade de investimento inicial e permite que empresas acelerem a digitalização com maior previsibilidade operacional.
Apesar do avanço, desafios permanecem. O alto custo de implementação e as limitações regulatórias relacionadas ao uso do espectro ainda influenciam o ritmo de expansão do mercado.
De forma geral, a América Latina entra em uma fase de crescimento consistente, porém seletivo, concentrado em grandes empresas e setores intensivos em capital. A tendência é de expansão gradual nos próximos anos, à medida que os casos de uso se consolidem e o ambiente regulatório evolua.
Solução de redes privativas amplia conectividade no Brasil
No Brasil, redes privativas 4G e 5G já são uma realidade para empresas que atuam em regiões remotas ou com baixa cobertura. Nesse contexto, a Venko oferece um kit completo para implantação de redes privativas voltado a indústrias, cooperativas, portos, áreas rurais, mineração, eventos temporários, hospitais e outros setores carentes de acesso.
A solução inclui Arquitetura do Core, Rádios Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS, CPEs internos e externos e suporte técnico em todas as etapas do projeto.
Com isso, empresas podem acelerar a transformação digital com maior eficiência operacional, segurança e confiabilidade, ampliando o uso estratégico da conectividade em ambientes industriais.
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Fonte: BNamericas
Imagem: Canva