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Maioria das empresas não consultam a cibersegurança em decisões estratégicas

Maioria das empresas não consultam a cibersegurança em decisões estratégicas

23 de janeiro, 2026

A cibersegurança ainda ocupa um espaço secundário na tomada de decisões estratégicas da maioria das empresas, o que pode gerar riscos à continuidade e ao valor dos negócios. De acordo com um estudo da EY realizado nos Estados Unidos, 59% dos Chief Information Security Officers (CISOs) afirmaram que os times de segurança da informação não são consultados ou passam a ser envolvidos apenas tardiamente em decisões estratégicas.

Além disso, outros 28% dos entrevistados disseram não concordar nem discordar da afirmação, enquanto apenas 13% discordaram. O levantamento ouviu 800 líderes de nível C-Level atuantes no mercado norte-americano entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, abrangendo setores como saúde, energia, tecnologia, governo e setor público, varejo, serviços financeiros e construção civil.

Esse cenário é preocupante, uma vez que as equipes especializadas estão preparadas para avaliar as ameaças cibernéticas associadas às decisões corporativas e indicar formas eficazes de mitigação de riscos. Os profissionais precisam participar desde o início das discussões estratégicas, dentro de um modelo de Security by Design, que integra práticas de segurança desde as etapas iniciais do ciclo de vida de produtos, serviços e sistemas. A abordagem, conforme explicam especialistas, contribui para proteger a reputação das organizações e tornar a segurança um pilar central da estratégia empresarial.

O estudo também aponta desafios relacionados ao posicionamento da área. Quando questionados sobre a dificuldade de a cibersegurança articular seu valor além da proteção contra ameaças digitais, 58% dos executivos concordaram com a afirmação. Outros 25% permaneceram neutros e 18% discordaram. Já em relação à percepção dos CISOs como parceiros estratégicos voltados ao crescimento do negócio, 49% concordaram que essa visão ainda não está consolidada, enquanto 32% se mostraram indiferentes e 19% discordaram.

Para reverter esse quadro, a EY recomenda que os CISOs assumam um papel mais ativo como parceiros estratégicos, especialmente na implementação de iniciativas de inteligência artificial em diferentes áreas da empresa. Ao compartilhar desafios, riscos e estratégias de resposta, esses profissionais tendem a conquistar maior confiança interna e ampliar sua participação em processos de transformação digital.

Cibersegurança como geradora de valor

Outro levantamento da consultoria, intitulado Global Cybersecurity Leadership Insights, revelou que a área de cibersegurança responde por 11% a 20% do valor gerado por iniciativas corporativas das quais participa. Esse dado reforça a transição da segurança digital de uma função exclusivamente defensiva para um elemento que impulsiona o crescimento dos negócios.

Historicamente, a atuação da cibersegurança esteve concentrada na proteção, redução e quantificação de riscos, além do cumprimento de normas e boas práticas. No entanto, atualmente, essas funções também influenciam diretamente os resultados financeiros das organizações. Em termos absolutos, o valor médio gerado por projeto varia de US$ 11 milhões em empresas com faturamento anual entre US$ 1 bilhão e US$ 4,9 bilhões até US$ 154 milhões por projeto em companhias que faturam US$ 20 bilhões ou mais.

Esse estudo foi conduzido entre março e abril de 2025 e ouviu 550 executivos C-Level e líderes de cibersegurança de empresas com faturamento superior a US$ 1 bilhão, distribuídas em 16 setores econômicos e 19 países das Américas, Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio, Índia e África.

Segurança digital passa a influenciar o valor de mercado

A tendência para os próximos anos aponta para uma exigência crescente por parte de investidores, seguradoras e órgãos reguladores. A maturidade cibernética das empresas tende a assumir um papel semelhante ao das auditorias financeiras e das práticas de sustentabilidade, funcionando como um indicador de confiabilidade e solidez no mercado.

Nesse contexto, organizações que tratam a cibersegurança como investimento estratégico conseguem reduzir riscos, aumentar a competitividade e fortalecer sua avaliação de mercado. Em um cenário no qual a confiança se tornou um ativo decisivo, proteger dados significa preservar o valor da própria empresa.

Soluções avançadas para proteção de redes

Com o aumento das ameaças digitais, cresce também a demanda por soluções de defesa mais sofisticadas. A Venko disponibiliza um portfólio de tecnologias voltadas a ISPs e provedores regionais, oferecendo estabilidade operacional e proteção completa do tráfego de rede por meio de arquiteturas que incluem Software Defined Perimeter, modelos de Zero Trust Network, firewalls de próxima geração, CGNATs otimizados, SD-WAN com segmentação e criptografia, além de plataformas NDR e XDR para monitoramento contínuo e resposta rápida a incidentes.

Essas soluções contribuem para que sua emprenha obtenha mais camadas de proteção digital, amplia a confiabilidade das operações e reduz riscos financeiros associados a ataques cibernéticos. Diante do cenário atual, contar com uma arquitetura de segurança robusta deixou de ser diferencial e se tornou condição essencial para garantir crescimento sustentável.

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Fonte: TI Inside

Imagem: Canva