Na safra 2024/25, a Fazenda Conectada registrou produção de 14.054 toneladas de soja, um aumento de 1.138 toneladas em relação à safra 2022/23, com produtividade de 75 sacas por hectare, ante 68 sacas no ciclo anterior. O desempenho é 19% superior à média da região de Água Boa, 14% acima da média estadual e 27% maior que a média nacional, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este é o terceiro ano consecutivo em que a fazenda supera os indicadores locais.
De acordo com Leandro Conde, diretor de Marketing e Comunicação da Case IH para América Latina, o resultado decorreu da combinação de boas práticas de manejo, capacitação da equipe, tomada de decisão baseada em dados e integração de tecnologias ao longo de todo o ciclo produtivo, permitindo elevar o rendimento e reduzir ineficiências históricas da operação.
Além do desempenho agronômico, a iniciativa incorporou práticas de agricultura regenerativa, com foco na conservação do solo, uso racional de insumos e redução de emissões. Novas tecnologias foram aplicadas desde o plantio até a colheita, incluindo sistemas de plantio inteligente, mapeamento aéreo por imagens e estações meteorológicas com dados em tempo real.
Um estudo comparativo das safras 2023/24 e 2024/25, conduzido pela Agricef em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), indicou redução de 23,6% nas emissões de CO₂ equivalente por saca de soja, considerando consumo de combustível e uso de defensivos nos talhões mais produtivos. O levantamento destacou a eficiência operacional e a viabilidade econômica do modelo de produção conectado.
A conectividade também possibilitou mudanças na gestão da frota, com a redução de um trator e uma plantadeira, mantendo a capacidade produtiva e reduzindo custos com manutenção e combustível. Na colheita, a área colhida por dia aumentou 25%, diminuindo em oito dias a janela de colheita, enquanto o consumo de combustível caiu 32% graças ao monitoramento em tempo real da operação.
O acompanhamento integrado contribuiu ainda para redução de 7% no custo por hectare, totalizando uma economia aproximada de R$ 1 milhão em relação ao início do projeto. Segundo Leandro Conde, os dados indicam evolução na rotina operacional, principalmente no monitoramento diário de indicadores e na gestão da equipe.
A conectividade 4G, fornecida por infraestrutura instalada na fazenda, sustenta a telemetria das máquinas e o monitoramento das operações, ampliando a capacidade de gestão de dados no campo. As duas antenas instaladas beneficiaram também a comunidade local, ampliando o acesso à internet para mais de 25 mil pessoas em escolas, hospitais e universidades da região.
Para as próximas safras, o projeto prevê a incorporação de novas tecnologias, como drones de aplicação e pulverização seletiva, consolidando o modelo como caso prático de integração entre dados, conectividade e gestão na agricultura brasileira.
Redes privativas como alternativa em áreas rurais
Em regiões rurais onde a fibra óptica não chega, redes privativas 4G e 5G têm se mostrado uma alternativa viável para levar conectividade ao campo. Empresas como a Venko fornecem os equipamentos necessários para a instalação dessas redes, incluindo Arquitetura do Core, Rádios para Estações de Transmissão (Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS) e CPEs internos e externos, permitindo que a comunicação entre máquinas e sensores funcione de forma independente da cobertura pública.
No contexto agrícola, essas redes permitem monitoramento em tempo real, automação de processos e suporte à agricultura de precisão, contribuindo para otimização do uso de insumos e redução de custos operacionais. A solução também pode ser aplicada em cooperativas, polos industriais, escolas, unidades de saúde e muitas outras áreas com acesso limitado à internet.
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Fonte: Forbes
Imagem: Canva