Um novo levantamento apresentado pela ConectarAGRO durante a Agrishow 2026 indica que mais de 33% da área produtiva brasileira já conta com cobertura 4G ou 5G. O dado reforça o avanço da digitalização no campo, mas também evidencia um cenário ainda amplo de oportunidades, já que cerca de 67% das áreas produtivas permanecem sem conectividade adequada.
A informação foi destacada por Renato Coutinho, diretor administrativo da ConectarAGRO, em entrevista ao Portal Visão Agro. Segundo ele, a associação iniciou em 2024, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, o desenvolvimento do Indicador de Conectividade Rural, ferramenta criada para mensurar a evolução da cobertura de internet nas áreas agrícolas do país. O indicador passou a integrar o Índice de Conectividade Brasileira da Anatel, ampliando a capacidade de monitoramento do setor e oferecendo uma leitura mais precisa sobre o ritmo de expansão da infraestrutura digital no campo.
Coutinho reforça que a medição contínua é essencial para orientar decisões estratégicas no agronegócio e no desenvolvimento de políticas de conectividade. O avanço registrado até aqui mostra progresso, mas também evidencia a distância entre regiões já atendidas e aquelas que ainda operam com limitações tecnológicas.
Se 33% da área produtiva já está conectada por redes móveis de alta capacidade, o outro lado do cenário revela uma oportunidade significativa. Ainda existe um mercado de 67% que demanda soluções de conectividade, especialmente em regiões rurais onde a infraestrutura em fibra não chega.
Nesse contexto, as redes privativas 4G e 5G ganham espaço como alternativa para ampliar a conectividade no campo e em operações críticas. A Venko Networks, parceira da ConectarAGRO, atua com soluções baseadas em equipamentos dos principais players globais, incluindo o rádio Nokia FlexiZone Mini Macro BTS, Arquitetura do Core e CPEs externos e internos, integrados a kits completos para implantação de redes privativas.
Esses sistemas permitem a criação de redes dedicadas com maior controle, estabilidade e segurança, atendendo desde propriedades rurais até operações temporárias, como eventos, feiras e atividades sazonais. A proposta é viabilizar implantação rápida e conectividade robusta mesmo em locais onde a infraestrutura pública ainda não chegou.
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Fonte: Visão Agro
Imagem: Canva