Venkonnect

Fique por dentro de nossas notícias

Densidade populacional é fundamental para o desempenho da rede LTE – e crítica para 5G

10 de Janeiro, 2023

O mais recente estudo publicado pela empresa de telecomunicações finlandesa, Rewheel, em análise aos dados e estatísticas levantadas pela Tutela, avaliou a capacidade, o desempenho geral e o potencial de substituição da banda larga fixo-móvel de 99 operadoras de redes móveis europeias para o espectro 5G.

O estudo ocorreu em meio ao cenário em que as operadoras integrantes da União Europeia (EU) – além de Noruega e Suíça – já gastam ou devem investir bilhões de euros no espectro centrado nos leilões do 5G e nos demais planos com volume ilimitados de dados tanto para o uso em smarthphones quanto para banda larga 4G/5G residencial.

Com base nas informações fornecidos pela Tutela, dos 6 principais países europeus com o maior número de tráfego de dados móveis, a pesquisa concluiu que, quanto maior a densidade do tráfego, a força média do sinal de referência LTE recebida pelos smarthphones é significamente mais forte, tanto em termos de média diária quanto de desempenho, mesmo nas horas de maior movimento.

Algumas métricas fazem com que houvesse grande discrepância nas densidades de sites LTE, como o espectro utilizado pelas operadoras. O LTE mais implantado nos países da UE28+NO+SU é a banda 800MHz (80%), seguida pela banda de 1800MHz (71%), banda de 2600MHz (30%) e banda de 2100 MHz (23%) – esta última visto que o tráfego 3G/HSPA está diminuindo gradualmente.

Algumas operadoras da Finlândia, país com os melhores índices do estudo, começaram a adicionar sua camada LTE 700MHz em cima de sua camada LTE 800MHz para aumentar o desempenho e a capacidade de banda em áreas rurais.

Além disso, os dados indicam que mais sites de células LTE por população tendem a levar a um download médio mais alto de taxa de transferência, menor probabilidade de taxa de transferência abaixo de 3 Mbit/s, latência média mais baixa e menor probabilidade de obter mais de 50ms de latência.

Outro ponto importantíssimo apontado pelo estudo é em relação aos investimentos realizados pelas operadoras que já estão preparadas para realizar a cobertura 5G em seus respectivos países.

Segundo o levantamento, operadoras como as da Finlândia, que historicamente investiram em macro redes 2G/3G/4G mais densas, estarão mais preparadas para implantar uma camada de cobertura 5G de alto e consistente desempenho, especialmente em ambientes de menor alcance.

Em contrapartida, os dados indicam que operadores que até agora dependiam fortemente do espectro de banda baixa (800 MHz) e redes menos densas para criar cobertura interna LTE em áreas suburbanas e rurais enfrentarão maior desafios na implantação de uma camada 5G forte e consistente baseada em 3,5 GHz de alta capacidade do que aqueles que dependiam mais fortemente da camada superior (1800 MHz, 2600 MHz) de bandas LTE implantadas em redes locais relativamente mais densas.

Dessa forma, pode-se observar com a pesquisa que, à medida que o ecossistema 5G amadurecer e as bandas de espectro centradas em 4G/5G (3,5 GHz, 700 MHz, 700SDL, 1400SDL, 2300 TDD) são leiloadas em diversas regiões, as operadoras devem avaliar suas opções de investimentos, bem como suas ações estratégicas de alto impacto a fim de encontrar as melhores decisões de investimentos se tratando de espectro e infraestrutura.

Traduzimos o artigo para português através da ferramenta do Google a fim de preservar seus gráficos. Confira-o por completo, clicando aqui.

Para quem deseja acessar o material no seu original em inglês, sem perdas de tradução, clique aqui.

Conheça nossas soluções em 4G e 5G, clicando aqui

Se preferir, entre em contato conosco pelo Whatsapp, clicando aqui.

Fonte: Rewheel, Tutela

Imagem: Image by Image by liuzishan on Freepik

.