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As promessas e as entregas de SD-WAN

Autor: Ricardo Pianta

As tecnologias SD-qualquer coisa tem um pressuposto básico, o “Software Defined”. Essa obviedade nem sempre se revela tão óbvia. Ela traz em si alguns pressupostos que frequentemente são ignorados.

O primeiro deles é a preponderância do software sobre o hardware, e a necessária possibilidade de escolha. O hardware vai definir apenas as capacidades “físicas”: número de portas, tipos de interfaces (LAN, WAN, Wifi, LTE, etc), e o throughput relacionado ao número de cores e memória. O software precisa de um hardware onde ele é executado e as dependências são claras...

O segundo fator é a programabilidade, que se realiza no momento que a solução é capaz de “tomar decisões” pré-definidas pelo administrador. Quando maior a complexidade e programabilidade dessas decisões, mais “SD” é a solução. Essa programabilidade pode se revelar de várias formas, seja por uma interface de gerência que permite a configuração em alto nível – algo que se chama intent-based (baseado na intenção) – de forma que o administrador não precise conhecer os detalhes do “como”, mas apenas o “que”, mas também com maior complexidade, baseada em scripts, que são uma forma de programação.

É justamente esse segundo fator que permite a entrega de uma das grandes promessas da tecnologia, o foco nas aplicações. Isso porque a programabilidade esperada em SD-WAN permite que a identificação e a performance das aplicações seja um dado de entrada para a tomada de decisões.

SD-WAN está na moda, e muitas (ou a maioria) das ofertas dominantes no mercado não entrega essas características de definem a tecnologia. Na prática, repaginam aquilo que sempre ofereceram como mecanismo para manter o eterno “vendor lock-in”. Infelizmente para os clientes, esses fornecedores apreciam as gordas margens que colocam sobre o seu hardware “de marca” que, quando vistos no detalhe, são exatamente iguais ou versões pioradas de designs de referência de mercado. Então o negócio é sempre casado, software e hardware, no mínimo uma ironia quando tratamos de uma tecnologia “Software Defined”.

SD-WAN não é apenas a criação de um caminho encriptado e balanceado entre localidades, isso qualquer roteador é capaz de entregar. A possibilidade de uso de um CPE de uso geral, com software e interfaces abertas abre um universo de possiblidades que vai além de SD-WAN. A modularidade desses dispositivos permite desde um upgrade básico para oferecer Wi-fi, passando por soluções modernas de segurança em perímetro ampliado – SDP até a utilização do CPE como um micro-Edge para soluções de IoT.

Se você quer entender um pouco mais sobre o que as novas gerações de SD-WAN tem a oferecer, venha conversar com a gente.