Mais de 1.300 localidades rurais e remotas em todo o Brasil devem passar a contar com cobertura 4G ao longo de 2026, conforme compromissos regulatórios assumidos pelas operadoras de telecomunicações. O Ministério das Comunicações calculou o número a partir das obrigações previstas em editais e instrumentos da política pública de telecomunicações, especialmente aquelas relacionadas ao leilão do 5G.
Segundo dados da pasta, a expansão da rede móvel pode beneficiar mais de 800 mil pessoas que vivem em distritos, comunidades rurais e povoados afastados dos grandes centros urbanos, onde o acesso à internet ainda é limitado ou inexistente.
A projeção considera tanto compromissos de cobertura em áreas remotas e de baixa infraestrutura assumidos pelas operadoras vencedoras do leilão do 5G quanto efeitos indiretos das ações de reorganização do espectro conduzidas pelo GAISPI (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência). A liberação da faixa de 3,5 GHz tem permitido antecipar e viabilizar investimentos em infraestrutura móvel também fora das grandes cidades.
De acordo com o levantamento, as localidades contempladas estão distribuídas por todas as regiões do país. A chegada do 4G amplia o acesso à comunicação, mas também favorece o uso de serviços públicos digitais, como GOV.BR , plataformas de ensino e serviços financeiros, que dependem de conectividade móvel para funcionar plenamente.
O cálculo reflete ainda um movimento iniciado em 2023, quando os efeitos concretos das obrigações regulatórias das operadoras se tornaram mais visíveis. Desde então, indicadores setoriais apontam crescimento do acesso à internet em áreas rurais, contribuindo para reduzir as desigualdades digitais entre centros urbanos e pequenas comunidades.
Leilões e mecanismos de cobertura
Parte das obrigações decorre de mecanismos como o leilão reverso, no qual as operadoras escolhem localidades previamente listadas e apresentam lances abaixo do valor máximo definido em edital. Vence a empresa que solicita o menor subsídio público para atender cada área, modelo que incentiva a cobertura em regiões de baixo retorno econômico.
O Ministério das Comunicações também atua no Gired (Grupo de Implantação da TV Digital), que reúne Anatel, radiodifusores e operadoras. O grupo define diretrizes para a digitalização da TV e projetos como Seja Digital/EAD, que impactam indiretamente a reorganização do espectro e a expansão da conectividade.
Redes privativas como alternativa em áreas rurais
Diante da dificuldade de levar fibra óptica a localidades remotas, redes privativas 4G e 5G surgem como alternativa para habilitar a digitalização no campo. Empresas como a Venko oferecem infraestrutura de conectividade para áreas rurais, produtivas e carentes de acesso, viabilizando que provedores locais entreguem esse serviço de maneira completa.
O nosso kit linclui arquitetura do core, rádios para estações de transmissão (Nokia FlexiZone Mini-Macro BTS) e CPEs internos e externos, possibilitando instalação de redes independentes em fazendas, cooperativas, polos industriais, usinas, eventos temporários, hospitais, escolas e muitos outros locais.
No campo, esse tipo de solução viabiliza operação de sensores, automação remota e comunicação entre máquinas, ampliando a agricultura de precisão, otimizando insumos e reduzindo custos operacionais em regiões onde a cobertura pública é limitada ou inexistente e o onde a fibra não chega.
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Fonte: Tele Síntese
Imagem: Canva